Dia Internacional do Diabético - Um panorama sobre o quadro de diabetes no país
Nesta quinta-feira (27), o mundo celebra o Dia Internacional do Diabético para alertar sobre a importância de monitorar a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde alerta: entre 2010 e 2016, o país registrou crescimento de 12% no número de mortes por diabetes. São mais de 400 mil óbitos relacionados à doença, ainda que tenha havido queda no número de internações. Entre esses dados há outro também alarmante: o número de homens que apresentou diagnóstico de diabetes cresceu 54% no mesmo período, embora a quantidade de mulheres vítimas da condição seja maior.
O diabetes é uma condição crônica e tóxica em que há um aumento das taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia), trazendo consequências maléficas para o organismo, como insuficiência renal, doenças cardiovasculares e amputações dos membros inferiores. O tratamento é baseado justamente no controle medicamentoso dessas taxas. O remédio visa diminuir a produção de glicose pelo fígado, aumentando a sensibilidade das células à insulina e reduzindo a absorção de glicose pelo intestino.
Além do histórico familiar, entre os fatores de risco mais conhecidos estão a obesidade, a alimentação desregrada e o sedentarismo. O diabetes não é provocado pelo exagero no consumo de doces, mas pelo aumento de peso desencadeado por maus hábitos alimentares e falta de atividade física. Aumento de sede, apetite e vontade de urinar, alterações visuais, boca seca, emagrecimento e fraqueza são os primeiros sinais da doença - é preciso ficar atento ao próprio corpo.
É proibido comer doces?
Não necessariamente. Diabéticos precisam fazer um equilíbrio diário entre doces e carboidratos, consumindo esses itens moderadamente. Em paralelo, não podem descuidar das atividades físicas, que vão queimar qualquer excesso de açúcar no organismo. A administração de insulina antes das refeições também faz parte da rotina de alguns dos portadores do diabetes - sempre sob a orientação de um endocrinologista. É possível conviver com a doença e levar uma vida normal, desde que se mantenha hábitos saudáveis.
Fonte:Medical Site
27 de Junho de 2019
